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Em protesto contra Ratinho Junior durante carreata, professora é agredida por assessor de Tauillo

Docente foi agredida pelo diretor de Assuntos de Governo da prefeitura de Campo Mourão, Levi Paixão

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Um grupo de professores protestou em Campo Mourão durante a visita do governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). Na manifestação, no centro da cidade, uma professora foi agredida pelo diretor de Assuntos de Governo da prefeitura de Campo Mourão, Levi Queiroz da Paixão. A agressão ocorreu na tarde desta sexta-feira (13) em uma carreata do candidato a prefeito, Tauillo Tezelli (Cidadania).

A professora Ordônia da Silva foi empurrada por Levi quando atravessa a faixa de pedestres na Avenida Capitão Índio Bandeira, em frente ao calçadão, com outros manifestantes do Núcleo de Campo Mourão da App-Sindicato. Na calçada, ele ainda gritou para a docente: “Sai da frente”.

“Esse senhor me empurrou de uma forma desnecessária porque estava mostrando meu cartaz apenas. Agredida, é uma violência. Não precisamos disso. Estamos em um protesto pacífico”, disse a professora.

Logo depois da agressão do cabo eleitoral, o locutor da carreata de Tauillo disparou: “Essa política é a política da harmonia e do respeito”.

Ratinho estava na carroceria de uma caminhonete com Tauillo. O governador tem participado de carreatas em várias cidades para apoiar candidatos a prefeito.

Os professores tentaram chamar a atenção do governador com cartazes contra a criação de escolas cívico-miliares, provas do PSS (Processo Seletivo Simplificado), congelamento dos salários e terceirização de serviços da educação. “Temos vários pontos na pauta de reivindicações que o governador não tem atendido”, disse a presidente a APP-Sindicato em Campo Mourão, Silvana Loch.

O governo do Paraná marcou para o dia 13 de dezembro as provas do PSS. O edital abriu 4 mil vagas. No final do mês passado, o governo anunciou a criação de mais de 200 escolas cívico-militares em 177 municípios, com possibilidade de quatro em Campo Mourão adotarem o novo regime com gestão compartilhada entre militares e civis a partir de 2021.

.A Alep (Assembleia Legislativa do Paraná) aprovou projeto do governo para a terceirização de diversos serviços públicos e extinção de cargos existentes. Na Educação, em serviços como alimentação, limpeza, conservação, bibliotecas e administrativo. “Nossa defesa é do concurso público. Que o governo pague nossos atrasados e não congele nossos salários”, afirmou Silvana.

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