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Polícia

Vereador de Cianorte é preso em flagrante em investigação de possível ‘rachadinha’

Em Foz do Iguaçu, ex-vereador teve condenação mantida pelo TJ-PR por ‘rachadinha’

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O vereador Adailson Carlos Ingacio da Costa, o Dadá (Podemos), foi preso em flagrante pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), na segunda-feira (30), por suspeita de participar de um esquema de “rachadinha” de salário.

O MPPR (Ministério Público do Paraná) informou que as investigações do Gaeco em conjunto com a 4ª Promotoria de Justiça de Cianorte registraram encontros entre o vereador e o assessor, supostamente para a entrega de parte dos vencimentos do servidor para o parlamentar.

Na ação de segunda-feira, foi encontrado em poder do vereador parte do dinheiro sacado pelo servidor público no caixa eletrônico no início da manhã, o que motivou a prisão em flagrante.

As suspeitas são de que o assessor costumaria sacar seus vencimentos, de R$ 4.225, ficar com um terço do valor e passar o restante para o vereador.

Por meio de nota, a Câmara informou que “está colaborando com as autoridades e irá aguardar a apuração dos fatos, respeitando, assim, o sigilo do processo e o amplo direito de defesa das partes”.

Foz

A 2ª Câmara Criminal do TJ-PR (Tribunal de Justiça do Paraná) manteve a condenação de um ex-vereador de Foz do Iguaçu e seu ex-assessor denunciados pelo MPPR por peculato.

A denúncia foi apresentada pela 6ª Promotoria de Justiça da comarca, que constatou a prática de “rachadinha” pelos réus.

A partir das investigações, o MPPR concluiu que o então vereador, da legislatura 2013-2016, recebia de volta a maior parte dos vencimentos do assessor, que teria sido contratado sob a condição de repassar ao chefe os valores.

Do salário de aproximadamente R$ 5,3 mil, o assessor teria ficado com apenas R$ 2 mil nos primeiros seis meses, quantia depois reduzida para R$ 1,3 mil. Além disso, o assessor teria sido instruído pelo parlamentar a contrair empréstimo consignado de R$ 46 mil (com parcelas pagas com desconto no salário do servidor) para quitação de dívidas de campanha.

Com rejeição unânime dos recursos da defesa, a Câmara do TJ-PR manteve as penas de seis anos e dois meses de reclusão para o vereador e de cinco anos de reclusão para o ex-assessor.

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